Resenhas de Livros

Resenha: The Assassin's Curse - Cassandra Rose Clarke

janeiro 17, 2015

Livro #1
Autora: Cassandra Rose Clarke
Editora: Strange Chemistry
Ano: 2012
Páginas: 406
Gênero: Fantasia, jovem adulto
Nota: 3,75
Skoob
Anana é a filha de um capitão pirata e abandona o navio (literalmente) quando seus pais tentam casá-la com o filho do capitão de outro clã. Antes noivo, agora clã inimigo, eles decidem enviar um assassino atrás dela. Quando Anana finalmente o enfrenta, armada com uma magia que são sabe realmente como usar, ela acidentalmente ativa uma maldição que acaba ligando o assassino a ela. Para quebrar o feitiço, Anana e o assassino devem completar três tarefas impossíveis enquanto lutam com feiticeiros, ilhas flutuantes, manticoras, magia estranha... e a tensão romântica crescendo entre eles


Alguma editora, por favor, publica essa duologia (?) aqui no Brasil, muito obrigada. Decidi que simplesmente não poderia deixar de falar sobre esse livrinho que entrou timidamente na minha vida por curiosidade (e por teimosia, já que não achava o livro em lugar nenhum e li no celular, pasmem).

É uma história simples, e essa sinopse não é só do primeiro livro, engloba os dois livros, só pra vocês saberem. Digo isso porque a maior parte do que me desapontou foi por meio que ser enganada pela sinopse com coisas que só acontecem no outro livro. Mas enfim.

O que eu gostei.

Na verdade, não tem nada de excepcional nesse livro, mas... piratas!... e assassinos! Isso é uma coisa que não se vê todo dia e foi o que deu um toque especial à história (e me fez gostar, na verdade). Os personagens são simples, sem muitas descrições cheias de adjetivos e floreios, o que deu toda uma sutileza na história. Anana é completamente acreditável como pirata, e eu gostei muito dela. Falaremos do assassino depois. 

O que também me fez cair de amores pelo livro foi o romance. Completamente sutil. Acho que se tem uma palavra pra descrever esse livro é sutileza. Ninguém se apaixona por ninguém do nada, ou age como se não soubesse dos próprios sentimentos. Nada de descrições floreadas. Nem tem romance romance nesse, acho que ficou mais para o segundo livro. Temos muito companheirismo nesse e construção de personagens e relacionamentos.

Também gostei da escrita. Simples, nada muito genial, mas é gostosa de ler e te compele a querer ficar só lendo sem parar.

O que eu não gostei

Embora parece um história completamente original (e é), nada de muito impressionante acontece, o que pode ser um pouquinho desapontante. O fato de que o que está na sinopse quase não acontece (porque está no segundo livro) também.

Quase todos os personagens secundários são sem graça e unidimensionais. Especialmente Leila, que não poderia ser mais estereotipada e inútil para a história (sério, só consigo pensar em um propósito para ela, que não posso falar porque spoiler).

Naji, o assassino, que não me convenceu muito como assassino já que ele passa muito tempo da história doente, recuperando-se, doente, é praticamente uma donzela em perigo, que se acha feio e adora reclamar sobre isso (tipo a maioria das meninas dos livros atualmente). O trabalho todo fica quase sempre pra Anana, inclusive de levantar a auto estima dele. O que me incomodou é que todas as coisas que aconteceram de ruim com a Anana depois que ela fugiu só aconteceram porque ela estava tentando ajudar ele. E ele nem agradece! Ele é mole demais, sensível demais para um assassino.

***

Enfim, é um livro jovem adulto com magia do qual eu gostei muito, mas também tive probleminhas. Fui com expectativas medianas que foram atendidas em maioria. Me diverti muito e indico como uma leitura descontraída, dessas que a gente não espera muita coisa.


De novo, alguma editora brasileira tem que publicar esses livros. Me parece algo que a Galera Record publicaria.

Até a próxima!
Xoxo!


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Resenha: Estilhaça-me (Estilhaça-me #1) - Tahereh Mafi

outubro 05, 2014


Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

Título original: Shatter Me
Livro #1 da trilogia Shatter Me
Autora: Tahereh Mafi
304 páginas (edição brasileira)
Editora: Novo Conceito
★★★

Então, para começar eu li esse livro sem saber nada sobre ele, além  do fato de que a garota podia matar com o toque da pele tipo a Vampira e estava com altas expectativas. Eu gosto de entrar em livros sem saber nada sobre eles. Depois, eu acho que o principal motivo pelo qual eu não gostei tanto é que não é meu tipo de livro. Eu comecei amando, depois odiei e terminei gostando.

Começando com coisas boas. A escrita da Mafi é incrível e completamente diferente de qualquer outra coisa que eu já li. Ela usa de muitas metáforas (tipo, muitas mesmo) e tudo tem um tom um pouco sonhador e delirante. É muito gostoso de ler e provavelmente o principal motivo que me fará ler os próximos.  

A história começa bem intrigante com a situação em que a Juliette se encontra e com todo o mistério envolvido em como diabos ela foi parar ali apesar de não ser muito difícil adivinhar. Não só isso, mas o mundo distópico também era intrigante. Essa primeira parte é minha favorita, principalmente com a chegada do Adam.




Só que eu achei que nada disso desenvolveu. Eu esperava mais explicações sobre o Restabelecimento e sobre os planos que o Warner tinha para a Juliette. Eu sabia para quê ele queria ela, mas por quê? Qual é o motivo disso tudo? O que ele quer exatamente? Talvez seja abordado mais nos próximos livros.

Juliette é muito dramática. No começo, as reações que ela tinha com relação às coisas que aconteciam a ela eram muito plausíveis, devido a tudo que ela passou. Porém, com o passar do livro eu, como leitora, esperava que ela evoluísse e parasse de se enrolar num canto a cada coisa que acontecesse que a assustasse. Mas não. Ela nunca se impõe pra nada. Tudo que ela faz vem do medo, da pressão, de ser obrigada, de ser induzida. Ela não faz quase nada por conta própria, então fica meio difícil pensar nela como uma heroína. É IRRITANTE! Também tem o fato de que todo mundo é obcecado com ela. Diga o nome de um personagem que não ficou de queixo caído com a Juliette. Julgando pelas condições em que ela esteve, achei difícil que ela estivesse tão estonteante.

Não consigo nem pensar no que dizer sobre o Adam. Eu gosto e não gosto dele. Acho ele muito perfeito. Argh! Na verdade os dois são santos. Booooring. Mas eu devo admitir que o romance dos dois é de tirar o fôlego! Warner, Kenji e James foram meus preferidos até agora. O que eu gosto deles é que eles são aqueles personagens cheios de personalidade. Enquanto Adam e Juliette são sem gracinha e previsíveis. Adam nem tanto, mas Juliette...





Entrando em mais detalhes sobre o romance, mesmo eu tendo gostado em geral da história deles, eu achei um pouco "destinado para ser". Eles nunca se falaram e bang! se amam. Eu gostaria de ter visto eles se apaixonando, sabe, e eles são apaixonados desde o princípio, o que me desapontou um pouco.

O final é bem X-Men e não sei se isso me agrada tanto. Parece legal, mas eu não sei como a Juliette-desmaia-toda-hora vai se encaixar nisso.

Como eu disse, o problema é que esse não é meu tipo de livro. É focado muito no romance e pouco desenvolvido em outras coisas. Recomendo? Pra quem gosta de muito romance, sim.





Fiquei um bom tempo pensando no que diria na resenha de Estilhaça-me e cheguei à conclusão de que faria apenas a resenha escrita. O motivo: eu não gostei tanto dele assim e não estava conseguindo organizar meus pensamentos para fazer um vídeo. Se você quer um vídeo, veja o Christine, nós dividimos as mesmas opiniões.  

Sobre o inglês, achei fácil. Se você é intermediário deve conseguir ler sem problemas.


E vocês, já leram? O que acharam?
Xoxo!

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Resenha: Prodigy (Legend #2) - Marie Lu

julho 13, 2014



June Iparis - desaparecida. Isso é o que a República quer que seu povo pense. Que estou "desaparecida". O que eles não dizem é que me querem morta. Eu ajudei Day, o criminoso mais notório do país, a escapar de sua execução, ajudei os rebeldes Patriotas em uma revolta encenada e dei minhas costas à República. Mas eu não vou dar as costas ao Day.

Título original: Prodigy
Livro #2 da trilogia Legend
Autora: Marie Lu
304 páginas (edição brasileira)
Editora: Prumo
★★★


Quando li Legend pela primeira vez eu sabia que essa trilogia tinha potencial para ser uma das melhores distopias que eu li, especialmente pela forma como tudo parecia real e possível de realmente acontecer. Este é o livro que te atinge bem nos sentimentos. Prodigy superou Legend ao aprofundar mais em seus personagens e expandir nossa visão do país e do mundo criado pela Marie Lu.

Atenção! Se você não leu Legend, sugiro que não continue lendo esta resenha! Clique aqui para ver a resenha em vídeo de Legend!

Nós descobrimos muito mais sobre os Patriotas, as Colônias e até mesmo a República em si e como está o resto do mundo nesse futuro. Muitas coisas que foram superficiais no primeiro livro são explicadas, segredos sujos são descobertos, June e Day lutam para conciliar suas diferenças e fazer o que precisa ser feito. Nós saímos um pouco dos problemas deles e entramos nos problemas da República, da guerra contra as colônias, e principalmente no jogo de lealdade. Afinal, quem é realmente o inimigo?

Resenhas de Livros

Resenha + Vídeo: Em Chamas - Suzanne Collins

setembro 21, 2012

Autor: Suzanne Collins
Ano: 2011
Nº de Páginas: 413
Gênero: Distopia/ Jovem Adulto
Editora: Rocco
Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menos do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle. - Skoob.

O BOM: O aprofundamento no tema de rebeliões, a ação, a história em geral.
O RUIM: A virada na personalidade da Katniss e o romance fraco no começo.

Na barra lateral do blog está escrito que a próxima resenha seria de A Pirâmide Vermelha, mas ele está emprestado então vai ter que ficar pra depois. Enquanto isso, terminei de ler Em Chamas

Demorei um bom tempo para lê-lo, não porque estava ruim, nada disso, mas eu o estava utilizando como forma de escape quando eu achava que A Guerra dos Tronos estava cansativo. Sem falar que eu estava gostando tanto que eu não queria terminar de ler.

Resenha extensa, eu sei, mas eu me empolguei, hihi. Eu fiz uma vídeo-resenha também (caso você fique com preguiça de ler isso tudo) e o que falo aqui é praticamente o mesmo que falo lá. Mas eu acho bacana vocês lerem e verem para dar uma dinâmica legal :D

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