Quando a preguiça de fazer um vídeo resenha fala mais alto...
Então, esse é um livro que eu esperava gostar mais do que eu gostei. Até a metade foi um livro ok e depois da metade ficou muito bom e eu terminei surpreendida e querendo ler o próximo.
Vamos por partes. Temos a história da Lia, que é uma princesa que tomou uma medida drástica para não ter que se casar com um príncipe que não conhecia: ela fugiu. Ela queria a liberdade de poder escolher por si mesma e isso ficou bem claro. Depois, ela deveria ter um dom que todas as Primeiras Filhas deveriam ter - mas ela não tem certeza de que vai acontecer com ela e, sendo da realeza, havia muita pressão sobre ela para ter esse dom.
Depois que ela foge ela passa um tempo trabalhando em uma taverna e foi durante esse tempo - metade do livro - que a história ficou chata e sem sal. Toda essa história de dom ficou quase completamente esquecida enquanto conhecemos dois rapazes que demonstram interesse pela Lia. Um deles é o príncipe (mas ela não sabe!) e o outro é um assassino, que aproveitou que a princesa estava sem proteção para assassiná-la.
Bom, nós não sabemos qual dos dois é o príncipe e qual deles é o assassino e a autora esconde muito bem - apesar que meu palpite estava certo. Dá mesmo pra ficar mudando de ideia tentando adivinhar quem é quem.
E até a metade do livro ficamos presos nesse triângulo amoroso sem sal.
Mas calma, porque, depois que minhas esperanças já haviam sido despedaçadas.... o livro fica bom!
Não super hiper mega bom, mas bom o suficiente para eu finalmente me importar com a Lia e querer ler o próximo livro.
Depois da metade o foco sai do romance sem sal e entramos em outras questões. O cenário muda. Conhecemos mais do território desses reinos, e o romance fica muuuuito melhor, menos competitivo. Finalmente a história do dom serve pra alguma coisa e descobrimos que a autora pensou em uma mitologia, afinal.
Vale a pena ler? Sim! Especialmente se você não entrar de cabeça cheio de expectativas como eu.
