Resenhas de Livros

A Darker Shade of Magic de V. E. Schwab

dezembro 05, 2015


Bom, fiz uma resenha em vídeo desse livro, mas não achei que fez justiça, então vim aqui tirar as teias de aranha do blog pra tentar ser um pouco mais coerente.

Kell é um dos últimos magos (magicians, em inglês) que é capaz de viajar entre mundos e entre as diferentes Londres - Londres Vermelha, Londres Cinza, Londres Negra e Londres Branca. Como um dos últimos viajantes, Kell tem o trabalho de carregar mensagens de rei para rei nas diferentes Londres. Só que, além disso, ele está contrabandeando objetos de cada Londres para as pessoas que são curiosas a respeito das outras Londres. Até que um dia ele se vê na posse de um objeto perigoso que o coloca em inúmeros problemas.

Só o fato de ter mundos paralelos completamente diferentes já foi suficiente para me fazer ficar interessada. Isso, juntando com o fato de que eu gostei muito de The Archived (outro livro da autora) e também de ser um livro adulto me fizeram comprá-lo assim que pude.

E que livro incrível!

Não do tipo que saio dando ataques de fangirl, mas foi um dos melhores livros que li esse ano.

A história é muito misteriosa e intrigante. Essa sinopse definitivamente não faz jus. Não é uma trama muito mirabolante e engenhosa, mas o jeito como foi tudo colocado e contado foi muito legal. A narração é inteligente, os diálogos são inteligentes, gaaahh, é muito bom, muito gostoso de ler.

É tudo bem sombrio e muitas coisas esquisitas acontecem, o que eu não estava esperando, mas gostei de ver.

O que não entrou na minha cabeça de jeito nenhum é: se algo raro alguém ter a habilidade de ir de uma Londres para outra, qual o sentido de mandar mensagens? Antes da primeira reviravolta, não faria sentido nenhum ter alguém carregando cartas pra lá e pra cá, não tinha um propósito. Ficou uma tradição um pouco vaga, mas ok, nada de mais.

Mas o mais legal do livro inteiro foi a dupla Kell e Lila. Lila é uma ladra e ela e o Kell se esbarram quando ela rouba ele e acaba se metendo com a treta toda. Ela tem uma personalidade forte e desconfiada, por ter vivido nas ruas, e tudo que ela quer é sair de onde ela está. O Kell é um pouco mais difícil de descrever, porque ele tem uma personalidade bem... normal? Mas dizer isso faz parecer que ele é sem graça, o que definitivamente ele não é. Acho que não vemos tanto dele além do que está acontecendo no momento e o livro dá a entender que nos próximos livros saberemos um pouco do passado dele.


Gostaria muito de ver esse livro na edição da Darkside, ia ficar uma obra de arte de tão lindo <3 Mas aparentemente a Galera Record comprou os diretos do livro no Brasil e vão publicar ano que vem.

Resenhas de Livros

A Desconstrução de Mara Dyer, de Michelle Hodkin

maio 14, 2015



Certo, eu esperava um livro creepy cheio de alucinações e até uma certo terror e suspense. Mas a verdade é que disso o livro tem bem pouco. Na verdade é mais confuso que psicodélico. E tem romance, que tomou mais parte na história do que eu esperava. Resumi. 

Saiba que o que vou falar vai fazer parecer que eu não gostei, mas a verdade é que eu gostei! Me diverti! Maaaas, não foi o que eu esperava e isso me deixa com vontade de reclamar.

Mara era uma garota normal até que ela se envolve em um acidente do qual não se lembra de nada. Para se afastar dessas memórias ruins, ela e a família se mudam para um lugar novo. Mas as coisas não melhoram porque Mara começa a ver coisas que não deveriam estar ali ~ tipo pessoas mortas no espelho, a morte das pessoas antes de elas acontecerem... Ela vai contar com o apoio de sua família e de Noah para descobrir o que está acontecendo com ela.

Sinopse bem "Sessão da Tarde" pra descontrair.

Tudo começa do jeito que eu esperava, com aquele ar de suspense, e vai muito bem até que começa o drama adolescente. A garota linda e popular da escola é maldosa, o cara lindo é um pegador que não liga pros sentimentos das meninas... até ele conhecer a Mara, claro, aí ele vira um cara carinhoso e atencioso.

Acho que meu maior problema com o livro foi esse. Eu não conseguia associar o Noah que me foi descrito com o que aparece no restante do livro. Foi pra lá de irreal, mais do que as alucinações da Mara. Mesmo assim, os garotos são a melhor parte do livro. 

Noah, apesar de não ter sido muito bem construído em sua transição de pegador pra cara que se importa, tem seu charme e também os melhores diálogos do livro. Seguido por Jamie, que é o único amigo da Mara na escola e quase não aparece (injustamente!). E, claro, os irmãos da Mara, que são um amor.

E a Mara? Nope, sem graça, que personagem sem graça! Achei ela muito genérica.

Na verdade essa história inteira é genérica e eu achei que tinha todo o potencial pra ser algo diferente, mas não foi. Foi divertido de ler? Sim! Mas nada de especial.

Eu sei que muita gente ama esse livro e deve estar me odiando agora, mas fazer o que né.



Resenhas de Livros

The Kiss of Deception by Mary E. Pearson

maio 14, 2015


Quando a preguiça de fazer um vídeo resenha fala mais alto...

Então, esse é um livro que eu esperava gostar mais do que eu gostei. Até a metade foi um livro ok e depois da metade ficou muito bom e eu terminei surpreendida e querendo ler o próximo.

Vamos por partes. Temos a história da Lia, que é uma princesa que tomou uma medida drástica para não ter que se casar com um príncipe que não conhecia: ela fugiu. Ela queria a liberdade de poder escolher por si mesma e isso ficou bem claro. Depois, ela deveria ter um dom que todas as Primeiras Filhas deveriam ter - mas ela não tem certeza de que vai acontecer com ela e, sendo da realeza, havia muita pressão sobre ela para ter esse dom. 

Depois que ela foge ela passa um tempo trabalhando em uma taverna e foi durante esse tempo - metade do livro - que a história ficou chata e sem sal. Toda essa história de dom ficou quase completamente esquecida enquanto conhecemos dois rapazes que demonstram interesse pela Lia. Um deles é o príncipe (mas ela não sabe!) e o outro é um assassino, que aproveitou que a princesa estava sem proteção para assassiná-la. 

Bom, nós não sabemos qual dos dois é o príncipe e qual deles é o assassino e a autora esconde muito bem - apesar que meu palpite estava certo. Dá mesmo pra ficar mudando de ideia tentando adivinhar quem é quem. 

E até a metade do livro ficamos presos nesse triângulo amoroso sem sal.

Mas calma, porque, depois que minhas esperanças já haviam sido despedaçadas.... o livro fica bom!

Não super hiper mega bom, mas bom o suficiente para eu finalmente me importar com a Lia e querer ler o próximo livro.

Depois da metade o foco sai do romance sem sal e entramos em outras questões. O cenário muda. Conhecemos mais do território desses reinos, e o romance fica muuuuito melhor, menos competitivo. Finalmente a história do dom serve pra alguma coisa e descobrimos que a autora pensou em uma mitologia, afinal.

Vale a pena ler? Sim! Especialmente se você não entrar de cabeça cheio de expectativas como eu.



Resenhas de Livros

Resenha de A 5ª Onda, de Rick Yancey

abril 05, 2015



Esse é aquele tipo de livro que não dá pra entrar em muitos detalhes, porque se eu falar muita coisa posso acabar estragando a experiência de vocês.

É um livro de invasão alienígena, não muito diferente das histórias de invasão alienígena que tem por aí e mesmo assim é um livro incrível, prova de que não é preciso de originalidade total pra que a coisa seja boa.

Certas partes meio que me lembraram aquele filme The Edge of Tomorow. "On your feet, maggot!

Os ataques alienígenas aqui vieram em ondas, cada onda acabando com uma parte da população de uma maneira. Os alienígenas são muito pacientes, então leva alguns meses para que as quatro ondas ocorram, o que é crucial para a quinta onda e também é importantíssimo para que os personagens e suas atitudes façam sentido.

Acho que o que mais tem nesse livro que faz ele ser tão incrível é que as coisas acontecem de forma realista. Os personagens, as situações, como elas acontecem. Exceto por uma pequena parte após Cassie e o carro no gelo, talvez. Se você leu sabe o que vem depois e aquele espaço de tempo foi meu menos favorito. Por quê? Porque foi contra tudo que ela disse desde a primeira página. Até que depois ela volta ao que era antes e eu volto a gostar da narração dela.

Não temos só a narração da Cassie, temos a do Zombie também, um dos soldados. Gosto muito mais de ver o lado dele da história do que a da Cassie - especialmente depois da coisa dita ali sobre depois do carro - mas não vou falar tanto da parte dele.

O que eu mais gostei nesse livro? A narração. Cheio de frases espertinhas e que entram debaixo da sua pele. Cassie é uma excelente protagonista e o jeito dela de narrar as coisas é muito diferente de outras protagonistas femininas que temos por aí. Ela é sassy e badass até os ossos.

Também tem o fato de que o livro te engana o tempo todo e te deixa paranoico sem saber em quem confiar e ai meus Deus, é muito bom!

E vocês, já leram A 5ª Onda? O que acharam?


Fantasia

Sobre a Trilogia Grisha, de Leigh Bardugo

março 30, 2015


Eu acabei de ler Ruína e Ascensão e eu simplesmente TINHA que vir aqui falar alguma coisa sobre ele. Ou melhor, sobre a trilogia. 
Essa resenha não terá nenhum spoiler sobre nenhum livro, então, se você não leu nenhum e quer saber meus pensamentos sobre a trilogia inteira, pode ler sem medo.

Resenha do primeiro livro: Sombra e Ossos

Resenha do segundo livro: Sol e Tormenta

Se você tinha dúvidas se queria ou não ler a Trilogia Grisha, eu te digo que ela fechou lindamente. E faz muito tempo que não digo isso de um último livro. 

Gente, esse livro, essa trilogia! Eu não tenho nem palavras para descrever como eu gostei de como as coisas terminaram. Não sei como está a fama do terceiro livro, mas para mim foi um dos melhores, se não o melhor dos três. 

A cada livro eu me surpreendia com alguma coisa e no terceiro eu tive vários momentos em que eu realmente não sabia como as coisas iam acabar. Eu tinha algo em mente quando bam! acontecia uma coisa e eu ficava "ai meu Deus, e agora?!". 

Eu realmente senti uma grande empatia pela Alina e pelas coisas que ela estava enfrentando. Gostei muito de como isso era retratado, sem fazer com que ela fosse uma personagem mimizenta. Ela claramente mudou desde o primeiro livro e aos meus olhos foi um grande crescimento para a personagem e a tornou mil vezes mais interessante

Agora, meu grande choque mesmo foi gostar do Maly. Do Maly, que eu tenho uma antipatia desde o primeiro livro, que só piorou no segundo, mas ele ganhou meu respeito e carinho nesse. Antes tarde do que nunca, né?

Não tenho nem o que dizer sobre o Nikolai, apenas que ele é o melhor personagem que eu li nos últimos tempos. O melhor desde Will Herondale.

Os outros personagens também ganharam uma certa ênfase e deixaram de ser tão genéricos como eram nos dois primeiros livros. Até a Zoya!

O final seria uma coisa para a qual eu torceria o nariz se alguém tivesse me contado, mas funcionou tão bem do jeito que as coisas foram acontecendo que não tenho nada a reclamar.

Eu poderia fazer um texto gigante explicando tudo que eu gostei. Uma das minhas trilogias preferidas.


Resenhas de Livros

Resenha de O Hobbit de J.R.R. Tolkien

março 14, 2015


Então, terminei O Hobbit hoje, weee!

A história não poderia ser mais simples, aquela história que você contaria para uma criança antes de dormir. Conta a história do Bilbo, que é um hobbit que decide ousar e ir em uma aventura - algo que não é bem visto para os hobbits, que preferem a vida calma no Condado. Ele é contratado pelos Anões para ajudá-los a recuperar seu tesouro que foi apossado pelo dragão Smaug. E toda a história é a jornada deles. 

Terminei esse livro com a mesma sensação que tenho com relação a Harry Potter - a sensação de não conseguir falar sobre ele. Harry porque é a saga da minha vida, O Hobbit  eu não sei o que é, mas eu não consigo sentar, pensar e analisar o que achei da história, dos personagens, da escrita.

Mas uma coisa que eu posso dizer é que a escrita é um presente para os olhos, de tão bela e tão gostosa. E eu juro que não esperava o que acontece no final (só vi os dois primeiros filmes, ainda falta A Batalha dos Cinco Exércitos).

Minhas partes favoritas foram Gollum e Smaug! 

E os personagens fofos, gente! Adoro o Bilbo e adoro os anões - apesar de não ter decorado o nome de todos, são muitos.

Também adoro a mensagem que o livro passa de tentar sair da mesmice, fazer coisas novas, não fazer só o que os outros acham certo.

Levei muito tempo, mas descobri o que não me prendia nesse livro, o que me fez levar taaanto tempo para terminar e o que fez com que eu parasse diversas vezes e lesse outros livros. 

A primeira coisa é que eu li esse livro na época do ano errada, no verão. Eu tenho essa coisa com alguns livros. Alguns a época não me importa, mas outros, se eu ler na "época certa" pra mim se torna uma experiência completamente diferente - e é por isso que lerei O Senhor dos Anéis em Maio, Junho ou Julho, no inverno.

A segunda coisa é que ter os filmes tão frescos na memória não ajudou muito porque eu já sabia o que ia acontecer. Tanto é que depois que passa os acontecimentos dos dois primeiros filmes eu li o resto todo de uma vez só, querendo saber o que ia acontecer. Isso é uma coisa que eu não acho que vá atrapalhar com O Senhor dos Anéis porque faz muito tempo desde a última vez que vi esses filmes e lembro de pouquíssimos detalhes.

A terceira coisa é que, mesmo sendo mais leve que O Senhor dos Anéis, ainda assim é bem denso. Poucos diálogos e muita narração. Isso não é uma coisa ruim, mas ficava cansativo às vezes e me impedia de ler por horas a fio depois de um dia cansativo de trabalho (porque leio à noite).


Quanto ao inglês, que muita gente sempre pergunta, não é tão tranquilo quanto os contemporâneos e pode ser um pouco cansativo às vezes por ter tanta descrição. Mas também não é um bicho de sete cabeças. Não indico pra quem não tem uma boa base em inglês ou pra quem nunca leu em inglês (pode estragar um pouco seu envolvimento na história).

Não sei se você conseguirá ler, não adianta descrever como é seu inglês, não vou saber te responder, não entendo nada de níveis.

É isso por hoje, gente!
Xoxo!


Fantasia

Não uma resenha: Sol e Tormenta - Leigh Bardugo

fevereiro 28, 2015





Não vai ter vídeo-resenha.

Não uma resenha por preguiça de ser tão minuciosa pra falar desse livro lindo e maravilhoso. Esse é o segundo livro de uma trilogia, se você não leu o primeiro (Sombra e Ossos, resenha aqui e aqui) e pretende ler não continue! A menos, é claro, que você não ligue para spoilers sobre o primeiro livro.

Então, devo confessar que depois que meu personagem preferido do primeiro livro não ser bem o que eu pensava que era e sim um cara do mal, confesso que fiquei um pouco desanimada para ler Siege and Storm e por isso adiei a leitura por tanto tempo. Isso e o fato de que sempre achei o Maly (ou Mal, em inglês) um porre de chato e eu sabia que ele ia aparecer muito aqui. Então, com todas essas expectativas baixas imaginem minha surpresa quando o livro se provou tão bom que é melhor que o primeiro.

Não sei se foram minhas baixas expectativas que me fizeram gostar tanto, mas ó, só amor.

Se você leu o primeiro e teve a mesma decepção com o Darkling, te aviso que nem vai sentir falta dele aqui. O porquê você só vai descobrir lendo, hehe.

O que eu realmente gostei na continuação foi a jornada da Alina em busca de "coisas". não vou falar os objetivos dela porque, né, é legal descobrir lendo. Mas essa busca faz com que ela questione muitas coisas sobre ela mesma, sobre quem ela é, se o que ela está fazendo é realmente o que é certo, se seus poderes são realmente para o bem. É muito bom ver tudo isso se formando e meio que explodir no final.

Eu tive uma certa batalha interna sobre se eu gostei ou não da Alina nesse livro. Cheguei à conclusão que as únicas vezes que eu achei ela um porre o Maly estava envolvido. Então, o problema é com o Maly.

A coisa é que eu nunca consegui torcer para os dois. No final de Sombra e Ossos ele diz que "finalmente enxergava" a Alina e em Sol e Tormenta eles são um casal, óbvio. Eu gosto de ver pessoas se apaixonando nos livros e nesses a Alina sempre gostou do Maly e pronto, engole essa leitor. Não gosto disso porque eu não vejo a construção do relacionamento. Maly sacrificou muito pela Alina e ele espera que ela faça o mesmo, mas o que ele pede dela não é certo (por mais que ela queira também). E o que ele faz? Birra. E o que ela faz? Perdoa ele num piscar de olhos. Argh! Pra mim não dá. Foi a única coisa que eu realmente não gostei.

Mas ganhamos Nikolai, que é a alma do livro inteiro, então está tudo bem. Não vou nem falar sobre ele, mas ó, Darkling who?


Resenhas de Livros

Resenha: Cinder (Lunar Chronicles #1) - Marissa Meyer

fevereiro 15, 2015






Livro no Skoob
(a sinopse é um pouco dramática demais, mas ok)
Comprar!
★★★★★

A resenha de hoje é sobre um livrinho que eu li em um dia e ganhou meu coração, Cinder. Comecei a ler sexta-feira (13) e terminei na madrugada de sábado pra domingo. Simplesmente não conseguia colocar de lado e ir dormir.

A história de Cinder é muito simples - uma reformulação da história da Cinderela em tempos modernos, com ciborgues e androides e tudo mais. Tem uma doença assolando o planeta. A Quarta Guerra Mundial aconteceu há 126 anos e uma nova guerra está por vir. Pessoas moram na lua. É um cenário muito legal e intrigante.




E no meio disso tudo nós temos Cinder, que é uma mecânica reconhecida como boa por muita gente. E ela é uma ciborgue - humana, mas com partes robóticas - e trabalha em uma oficina. Todo o dinheiro que ela recebe vai direto para a madrasta dela suas irmãs.

A história não segue o curso de Cinderela precisamente, mas o básico está ali em diferentes formas - madrasta, baile, príncipe, menções a abóboras, os ratinhos amigos da Cinderela. Apesar da base no conto infantil, é tudo novo.





Eu adorei todo o contexto das diferentes histórias paralelas que temos nesse livro. Temos a história de Cinder com sua madrasta, a história da praga e da procura por uma cura, a história dos Lunares (as pessoas que moram na Lua) e sua rainha má, a história do Príncipe Kai.

Todas essas histórias de entrelaçam de uma maneira fluida e tudo se encaixa perfeitamente bem. Nada fica com aquela impressão de que está ali para encher espaço, todos os assuntos foram bem pesados, balanceados e distribuídos pela história.

Os personagens foram ótimos, cada um com seu propósito na história. O jeito que a Marissa descreve seus personagens, sem ficar enfatizando muito as coisas, foi essencial para que eu gostasse deles. Ela te mostra como eles são, sem precisar ficar te contando.




Cinder foi a primeira protagonista feminina em um bom tempo que não me irritou em nada. Ela não teve "distúrbios de personalidade", mas conseguiu crescer durante a história sem se mudar completamente. Príncipe Kai é o primeiro cara bonzinho e charmoso que não é tedioso que eu vejo desde muito tempo também. Eu estava esperando um príncipe mimado e foi uma surpresa agradável ver que ele não era isso, nem a perfeição em pessoa. Ele esta tentando fazer o melhor que pode na posição de príncipe e eu senti simpatia por ele muitas vezes. A madrasta e as irmãs não são simplesmente más - elas também têm uma história. A Rainha Levana dos Lunares é super creepy e, embora ela seja a vilã, não fica uma coisa completamente heróis x vilões. Ela é mais uma vilã política.

Mas o melhor personagem é a Iko, a android que cuida da casa da madrasta da Cinder, cujo chip de personalidade tem um defeito e ela meio que tem "opiniões" demais. Sério, ela é a melhor! Acho que ela é meio que a representação daqueles ratinhos que são amigos da Cinderela.




Só tive um desapontamento com Cinder - na página 44 eu tive minha primeira teoria e que ficou óbvia poucas páginas depois e mais ainda durante a história. Então, na grande revelação final eu já estava "meh, sei disso desde o começo". Mas ok, não fez eu me divertir menos, só que poderia ter sido algo menos clichê e mais bem escondido.

Eu li em inglês e, embora não tenha achado difícil, não recomendo pra quem está começando agora por causa dos termos futurísticos inventados que podem acabar causando confusão.



Recomendadíssimo! 

Resenhas de Livros

Resenha: The Assassin's Curse - Cassandra Rose Clarke

janeiro 17, 2015

Livro #1
Autora: Cassandra Rose Clarke
Editora: Strange Chemistry
Ano: 2012
Páginas: 406
Gênero: Fantasia, jovem adulto
Nota: 3,75
Skoob
Anana é a filha de um capitão pirata e abandona o navio (literalmente) quando seus pais tentam casá-la com o filho do capitão de outro clã. Antes noivo, agora clã inimigo, eles decidem enviar um assassino atrás dela. Quando Anana finalmente o enfrenta, armada com uma magia que são sabe realmente como usar, ela acidentalmente ativa uma maldição que acaba ligando o assassino a ela. Para quebrar o feitiço, Anana e o assassino devem completar três tarefas impossíveis enquanto lutam com feiticeiros, ilhas flutuantes, manticoras, magia estranha... e a tensão romântica crescendo entre eles


Alguma editora, por favor, publica essa duologia (?) aqui no Brasil, muito obrigada. Decidi que simplesmente não poderia deixar de falar sobre esse livrinho que entrou timidamente na minha vida por curiosidade (e por teimosia, já que não achava o livro em lugar nenhum e li no celular, pasmem).

É uma história simples, e essa sinopse não é só do primeiro livro, engloba os dois livros, só pra vocês saberem. Digo isso porque a maior parte do que me desapontou foi por meio que ser enganada pela sinopse com coisas que só acontecem no outro livro. Mas enfim.

O que eu gostei.

Na verdade, não tem nada de excepcional nesse livro, mas... piratas!... e assassinos! Isso é uma coisa que não se vê todo dia e foi o que deu um toque especial à história (e me fez gostar, na verdade). Os personagens são simples, sem muitas descrições cheias de adjetivos e floreios, o que deu toda uma sutileza na história. Anana é completamente acreditável como pirata, e eu gostei muito dela. Falaremos do assassino depois. 

O que também me fez cair de amores pelo livro foi o romance. Completamente sutil. Acho que se tem uma palavra pra descrever esse livro é sutileza. Ninguém se apaixona por ninguém do nada, ou age como se não soubesse dos próprios sentimentos. Nada de descrições floreadas. Nem tem romance romance nesse, acho que ficou mais para o segundo livro. Temos muito companheirismo nesse e construção de personagens e relacionamentos.

Também gostei da escrita. Simples, nada muito genial, mas é gostosa de ler e te compele a querer ficar só lendo sem parar.

O que eu não gostei

Embora parece um história completamente original (e é), nada de muito impressionante acontece, o que pode ser um pouquinho desapontante. O fato de que o que está na sinopse quase não acontece (porque está no segundo livro) também.

Quase todos os personagens secundários são sem graça e unidimensionais. Especialmente Leila, que não poderia ser mais estereotipada e inútil para a história (sério, só consigo pensar em um propósito para ela, que não posso falar porque spoiler).

Naji, o assassino, que não me convenceu muito como assassino já que ele passa muito tempo da história doente, recuperando-se, doente, é praticamente uma donzela em perigo, que se acha feio e adora reclamar sobre isso (tipo a maioria das meninas dos livros atualmente). O trabalho todo fica quase sempre pra Anana, inclusive de levantar a auto estima dele. O que me incomodou é que todas as coisas que aconteceram de ruim com a Anana depois que ela fugiu só aconteceram porque ela estava tentando ajudar ele. E ele nem agradece! Ele é mole demais, sensível demais para um assassino.

***

Enfim, é um livro jovem adulto com magia do qual eu gostei muito, mas também tive probleminhas. Fui com expectativas medianas que foram atendidas em maioria. Me diverti muito e indico como uma leitura descontraída, dessas que a gente não espera muita coisa.


De novo, alguma editora brasileira tem que publicar esses livros. Me parece algo que a Galera Record publicaria.

Até a próxima!
Xoxo!


Fantasia

Terminei O Temor do Sábio ~ e meus temores pra o terceiro livro (sem spoilers)

novembro 23, 2014





ATENÇÃO!
Esse é o segundo livro e não recomendo que você leia essa resenha sem ter lido o primeiro livro!
Clique aqui para sinopse!

Então, nesse post eu expliquei mais ou menos que estava um pouco garrada com a leitura de O Temor do Sábio, o que é um enorme eufemismo já que estou tentando lê-lo faz um ano. No começo a vagareza era apenas a dó de acabar, já que o terceiro livro não tem nem sombra de previsão de lançamento (e francamente, estou com medo de que nunca será publicado), mas logo a vagareza se tornou tédio com a leitura e resolvi deixar essa relíquia de lado por um tempo. Não estava com o humor para lê-lo e sinceramente foi a melhor decisão que tomei.

Porque quando finalmente tive cabeça para mergulhar na história foi incrível e eu me lembrei de porque gostava tanto tanto tanto da escrita do Pat e de porque o considero um dos melhores escritores por aí, sem precisar nem pensar no assunto.

A coisa é que eu realmente estava entediada no momento que dei um pause na leitura. Estava cansada da Universidade e queria que a história avançasse para além das aulas e do Ambrose. Como eu já estava esperando, assim que essa fase passou ~ bam! ~ o livro voltou a ficar cheio de mistério de novo.




Não me lembro muito bem de todos os detalhes de O Nome do Vento (resenha aqui), até porque o li em 2012, mas acho que posso me arriscar em dizer que esse foi melhor em uma infinidade tremenda. Em primeiro lugar porque os personagens secundários ganharam mais vida e deixaram de ser tão "enchedores de espaço". Tiveram mais propósito e até os amigos do Kvothe tiveram um foco maior e ficaram memoráveis.

Segundo, porque as coisas estão mais maduras e adultas e conhecemos tantas facetas do Kvothe, tantos lados bons e sombrios que o tornam mais real e as histórias a respeito dele mais fantasiosas (o que não faz a verdade ser menos incrível). E novamente o vemos passar por uma gama de emoções.

Aqui já temos um certo conhecimento de como as coisas funcionam na República, que é basicamente como o nosso mundo, mas eu estava intrigada mesmo é com as outras partes do mapa.

E o que me deixou fascinada nesse livro foi descobrir sobre as outras culturas e não só isso: descobrir que o Pat pensou em cada detalhezinho, mesmo que às vezes passe despercebido aos nossos olhos.

Esse mundo é muito rico e detalhado, mesmo que o Pat não te encha de detalhes explícitos. Ele tem um folclore completo, com direito a seres, histórias e canções sobre eles, que aparecem nas mais diversas formas. Tem culturas e costumes diferentes, cada um pensado e detalhado, cada um com um peso gigante na história. E é incrível!

***

E é tanta coisa que quando terminei fiquei com um medo terrível. O medo de que nem tudo ganhe uma conclusão no terceiro livro. Temos diversas tramas e subtramas e parece impossível colocar tudo em só mais um livro.

E tem mais. Esses não são livros comuns. Não são sobre a jornada de um herói. É uma “história de vida” e do jeito que o Pat conta eu não duvido que coisas fiquem em aberto porque na vida não descobrimos tudo a respeito do que acontece com a gente.

O Chandriano é uma frustração só de falta de informações e tenho medo de que o Kvothe conclua que nunca conseguiu descobrir nada sobre eles. Ou sobre os Amyr. O Kvothe mesmo menciona na pousada Marco do Percurso que o mundo está daquele jeito por culpa dele e pelo menos isso acho que saberemos porquê. 

Desisti de tentar resumir em poucos parágrafos a minha opinião sobre um livro. Sempre acabo dizendo menos do que queria e parece que minha opinião ficou incompleta. Então, resenhas maiores a partir de agora.


E vocês, o que estão achando da Crônica do Matador do Rei até agora?

Xoxo!


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Resenha: Estilhaça-me (Estilhaça-me #1) - Tahereh Mafi

outubro 05, 2014


Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

Título original: Shatter Me
Livro #1 da trilogia Shatter Me
Autora: Tahereh Mafi
304 páginas (edição brasileira)
Editora: Novo Conceito
★★★

Então, para começar eu li esse livro sem saber nada sobre ele, além  do fato de que a garota podia matar com o toque da pele tipo a Vampira e estava com altas expectativas. Eu gosto de entrar em livros sem saber nada sobre eles. Depois, eu acho que o principal motivo pelo qual eu não gostei tanto é que não é meu tipo de livro. Eu comecei amando, depois odiei e terminei gostando.

Começando com coisas boas. A escrita da Mafi é incrível e completamente diferente de qualquer outra coisa que eu já li. Ela usa de muitas metáforas (tipo, muitas mesmo) e tudo tem um tom um pouco sonhador e delirante. É muito gostoso de ler e provavelmente o principal motivo que me fará ler os próximos.  

A história começa bem intrigante com a situação em que a Juliette se encontra e com todo o mistério envolvido em como diabos ela foi parar ali apesar de não ser muito difícil adivinhar. Não só isso, mas o mundo distópico também era intrigante. Essa primeira parte é minha favorita, principalmente com a chegada do Adam.




Só que eu achei que nada disso desenvolveu. Eu esperava mais explicações sobre o Restabelecimento e sobre os planos que o Warner tinha para a Juliette. Eu sabia para quê ele queria ela, mas por quê? Qual é o motivo disso tudo? O que ele quer exatamente? Talvez seja abordado mais nos próximos livros.

Juliette é muito dramática. No começo, as reações que ela tinha com relação às coisas que aconteciam a ela eram muito plausíveis, devido a tudo que ela passou. Porém, com o passar do livro eu, como leitora, esperava que ela evoluísse e parasse de se enrolar num canto a cada coisa que acontecesse que a assustasse. Mas não. Ela nunca se impõe pra nada. Tudo que ela faz vem do medo, da pressão, de ser obrigada, de ser induzida. Ela não faz quase nada por conta própria, então fica meio difícil pensar nela como uma heroína. É IRRITANTE! Também tem o fato de que todo mundo é obcecado com ela. Diga o nome de um personagem que não ficou de queixo caído com a Juliette. Julgando pelas condições em que ela esteve, achei difícil que ela estivesse tão estonteante.

Não consigo nem pensar no que dizer sobre o Adam. Eu gosto e não gosto dele. Acho ele muito perfeito. Argh! Na verdade os dois são santos. Booooring. Mas eu devo admitir que o romance dos dois é de tirar o fôlego! Warner, Kenji e James foram meus preferidos até agora. O que eu gosto deles é que eles são aqueles personagens cheios de personalidade. Enquanto Adam e Juliette são sem gracinha e previsíveis. Adam nem tanto, mas Juliette...





Entrando em mais detalhes sobre o romance, mesmo eu tendo gostado em geral da história deles, eu achei um pouco "destinado para ser". Eles nunca se falaram e bang! se amam. Eu gostaria de ter visto eles se apaixonando, sabe, e eles são apaixonados desde o princípio, o que me desapontou um pouco.

O final é bem X-Men e não sei se isso me agrada tanto. Parece legal, mas eu não sei como a Juliette-desmaia-toda-hora vai se encaixar nisso.

Como eu disse, o problema é que esse não é meu tipo de livro. É focado muito no romance e pouco desenvolvido em outras coisas. Recomendo? Pra quem gosta de muito romance, sim.





Fiquei um bom tempo pensando no que diria na resenha de Estilhaça-me e cheguei à conclusão de que faria apenas a resenha escrita. O motivo: eu não gostei tanto dele assim e não estava conseguindo organizar meus pensamentos para fazer um vídeo. Se você quer um vídeo, veja o Christine, nós dividimos as mesmas opiniões.  

Sobre o inglês, achei fácil. Se você é intermediário deve conseguir ler sem problemas.


E vocês, já leram? O que acharam?
Xoxo!

books in english

Resenha: Prodigy (Legend #2) - Marie Lu

julho 13, 2014



June Iparis - desaparecida. Isso é o que a República quer que seu povo pense. Que estou "desaparecida". O que eles não dizem é que me querem morta. Eu ajudei Day, o criminoso mais notório do país, a escapar de sua execução, ajudei os rebeldes Patriotas em uma revolta encenada e dei minhas costas à República. Mas eu não vou dar as costas ao Day.

Título original: Prodigy
Livro #2 da trilogia Legend
Autora: Marie Lu
304 páginas (edição brasileira)
Editora: Prumo
★★★


Quando li Legend pela primeira vez eu sabia que essa trilogia tinha potencial para ser uma das melhores distopias que eu li, especialmente pela forma como tudo parecia real e possível de realmente acontecer. Este é o livro que te atinge bem nos sentimentos. Prodigy superou Legend ao aprofundar mais em seus personagens e expandir nossa visão do país e do mundo criado pela Marie Lu.

Atenção! Se você não leu Legend, sugiro que não continue lendo esta resenha! Clique aqui para ver a resenha em vídeo de Legend!

Nós descobrimos muito mais sobre os Patriotas, as Colônias e até mesmo a República em si e como está o resto do mundo nesse futuro. Muitas coisas que foram superficiais no primeiro livro são explicadas, segredos sujos são descobertos, June e Day lutam para conciliar suas diferenças e fazer o que precisa ser feito. Nós saímos um pouco dos problemas deles e entramos nos problemas da República, da guerra contra as colônias, e principalmente no jogo de lealdade. Afinal, quem é realmente o inimigo?

Dan Brown

Resenha: Inferno - Dan Brown

abril 21, 2014



SINOPSE 

Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, acorda em um hospital em Florença sem memória do que aconteceu nos dois últimos dias. Desorientado e com um ferimento à bala na cabeça, ele não tem a menor ideia de como foi parar ali. Quando um novo atentado contra sua vida acontece dentro do hospital, Langdon se vê obrigado a fugir e para isso conta com a ajuda da jovem médica Sienna Brooks. De posse de um estranho objeto que leva a diversos códigos, ele é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, ele tem que resolver um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos mude completamente.

Título original: Inferno
Autor: Dan Brown
448 páginas
Editora: Arqueiro
★★★

O que acontece quando um cientista fanático pelo estudo da superpopulação no planeta e pela obra de Dante decide endoidar de vez? Vocês descobrirão nesse livro.

Já começo avisando que o início é bem confuso. Muito mesmo. Você se sente tão perdido quanto o Robert sem memória. Mas passa, faz parte, aos pucos tudo se encaixa. E, ah, você não precisa ter lido os livros anteriores sobre o Robert Langdon para entender esse porque não é uma série, é um livro único, standalone, assim como os outros. Apesar de ter o mesmo protagonista as histórias não têm nada a ver umas com as outras.

Esse livro tem uma história FASCINANTE. É extremamente rica de informações, tanto verdadeiras quanto inventadas, e os mistérios e enigmas são simplesmente incríveis. Eu senti a pegada de "aula de história" que a Mariana Gastal falou que tinha, você sente que está aprendendo alguma coisa, principalmente sobre arte e um pouquinho sobre o agravante fato da superpopulação no planeta. Te faz pensar no assunto.


Achei fantástico o modo como o Dan Brown soube usar a realidade em prol da história que ele inventou. Ele cita com precisão vários quadros, museus, ruas de Florença, trechos de A Divina Comédia, a vida do autor Dante, dados estatísticos. Não dá pra explicar a riqueza dessa história. Dan Brown deve ter tido um trabalhão, viu.

E tem muita ação, muitas teorias de conspiração, organizações secretas, muitas reviravoltas meeeesmo, alguma coisa ameaçando a humanidade, diferentes tipos de pessoas envolvidas, é tudo muito rápido e não dá vontade de largar o livro. É incrível a história e os mistérios se encaixando devagarinho, o boom de informações no final, é sério, é fantástico. E quando você acha que sabe exatamente o que está acontecendo vem alguma informação nova e você se sente totalmente surpreso. Não dá pra prever.

Resenhas de Livros

Resenha: Extraordinário - R.J. Palacio

abril 02, 2014

Autora: R.J. Palacio
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 320
Gênero: Ficção americana

August (Auggie) Pullman, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Admita: em algum momento da vida escolar você sofreu bullying! Sorte daqueles que sobrevivem ilesos à escola, mas a grande maioria de nós já foi "zoado" por algum motivo: baixa demais, alta demais; muito gordo, muito magro; relaxado, cdf, etc... Agora imagine nascer com uma síndrome genética que desfigura completamente o seu rosto, as coisas seriam um pouco piores, não? Bem, esse é nosso Auggie!


 Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. Jogo bola. Tenha um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns aonde quer que elas vão.


A história com August tendo de encarar a escola pela primeira vez, aos dez anos.Desde o começo é possível fazer parte da relação familiar do Auggie e perceber como todos tentam se equilibrar frente ao problema dele: o pai, a mãe e a irmã mais velha, Via. E apesar de tratar um tema tão delicado, a história é simples e a autora conseguiu deixar a narrativa leve e divertida.

O livro começa com a narrativa do Auggie em primeira pessoa e depois começa a ser narrada por outras personagens: os amigos Summer e Jack; sua irmã Olivia, o namorado da sua irmã, Julian e a amiga Miranda. É uma coisa que funcionou muito bem no livro e nos permite ver o tema central sob diversos pontos de vista, e não só "o menino que tem um anomalia" mas o papel que o August tem na vida e nas relações de todos que participam de sua história.

Ficção Científica

Resenha: Jogador Nº 1 - Ernest Cline

março 22, 2014


Já deve fazer um ano que meu amigo Guilherme do Ourives das Palavras vem insistindo para que eu lesse esse livro e ele estava certo. Esse livro é só amor nerd <3

SINOPSE 

Nós temos a história do Wade Watts, um garoto pobre do ano 2044, onde o mundo está no auge da negligência e do egoísmo. A única escapatória é o OASIS, um videogame completamente interativo, em que a pessoa usa um visor e luvas para controlar seu avatar em um mundo virtual completamente inspirado nos anos 80. Assim como a maioria das pessoas do mundo, Wade passa a maior parte do tempo na realidade virtual do jogo, que é basicamente como morar na internet e nas redes sociais. As coisas mudam completamente quando o criador, James Halliday, morre e deixa em seu testamento que toda sua riqueza juntamente com o OASIS serão passados para quem desvendar os enigmas e encontrar o Easter Egg* dentro do jogo. Durante anos, milhões de pessoas tentaram encontrar o prêmio, sabendo apenas que os enigmas se baseiam na cultura pop doas anos 80. A empolgação com o concurso esfriou até que Wade encontra o primeiro enigma e o primeiro desafio. E o mundo no OASIS vira um caos.




MINHA OPINIÃO

Esse livro, gente, ESSE LIVRO! Não dá nem pra descrever, simplesmente amor eterno. Foi o que me tirou mesmo da ressaca literária que eu estava (ainda por causa de Academia de Vampiros e nada conseguia realmente me interessar). Só demorei tanto pra ler porque eu leio aos pouquinhos durante o dia: no ponto de ônibus, no intervalo da aula e uns 15 minutinhos antes de ir dormir. Mas eu tive um problema com isso porque eu não queria parar de ler haha.

Primeiramente, é um livro completamente sobre os anos 80. Se você não gosta dessa época vai acabar se irritando com as milhões de referências. Mas se você, assim como eu, é uma pessoa nerd, geek, que adora videogames clássicos, músicas e filmes dessa época, esse livro é pra você.

Por favor, o teletransporte do OASIS é uma TARDIS <3

Nas primeiras páginas eu achei um pouco excessivo o número de referências. Do nada eles mencionavam (e discutiam) sobre filmes e eu achei um pouco desnecessário. O que muda completamente nas páginas seguintes e todas as referências começam a ter um grande propósito e são cruciais para a história. Tudo fica INCRÍVEL.

Resenhas de Livros

Resenha: Academia de Vampiros ~ sem spoiler

março 01, 2014

couchempress

A resenha é grande, mas são seis livros pra tentar abordar sem nenhum spoiler, então, acho que está justificado. E não tem nada do filme aí porque eu não vi ainda. E eu sei que foi cancelado aqui #chorando.

Vocês não fazem ideia do quanto é difícil falar desses livros. Primeiro porque uma sinopse não é suficiente para mostrar o quanto a história é rica. Na verdade, a sinopse faz tudo parecer bobinho e clichê. Acredite, é exatamente o oposto. E não é uma história de romance. Tem romance? Tem. Muito? Sim. Mas é o principal? Não. É a história da Rose. Não da Rose e do Dimintri.

Tem política, amor, amizade, ódio, traição pra todo lado, de todo tipo de pessoa, tem gente mudando de lado, psicopatas, depressão, tem de tudo.

Você nem precisa ler essa resenha, esqueça o título e vá logo ler, porque nada que eu tenha dito aqui realmente mostra o quanto esses livros são incríveis.

Things die, but they don't always stay dead.
(Coisas morrem, mas nem sempre permanecem mortas.)


Resenhas de Livros

Resenha: O Lírio Dourado (Bloodlines #2) Richelle Mead

novembro 28, 2013

Bloodlines #2
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Ano: 2013
Páginas: 424
Gênero: Jovem Adulto
Nota: ★★★★★ + 
Skoob

Em sua última missão, a alquimista Sydney Sage foi enviada a um colégio interno na Califórnia para proteger a princesa Moroi Jill Dragomir, e assim evitar uma guerra civil entre os vampiros que certamente afetaria a humanidade. Porém, a convivência com Jill, Eddie e principalmente Adrian leva Sydney a perceber que talvez os Moroi não sejam criaturas tão terríveis assim - e ela passa a questionar os dogmas que lhe foram ensinados desde a infância. Tudo se torna ainda mais complicado quando Sydney descobre que talvez tenha a chave para evitar a transformação em Strigoi, vampiros malignos e imortais, mas esse poder mágico a assusta. Igualmente difícil é seu novo romance com Brayden, um cara bonito e inteligente que parece combinar com Sydney em todos os sentidos. Porém, por mais perfeito que ele seja, Sydney se sente atraída por outra pessoa - alguém proibido para ela. E quando um segredo chocante ameaça deixar o mundo dos vampiros em pedaços, a lealdade de Sydney será colocada mais uma vez à prova. Ela confiará nos alquimistas ou em seu coração?

THIS BOOK HITS RIGHT IN THE FEELS!

Ok, antes de tudo, esse é o segundo livro, então terá alguns spoilers do primeiro. Eu não resenhei o primeiro livro aqui no blog, mas tem uma resenha em vídeo lá no canal que você pode conferir aqui.

Já adianto que esse livro foi PERFEITO, incrivelmente melhor que o primeiro. Eu odeio fazer resenhas de livros que eu amei tanto porque nunca consigo passar mesmo o quanto eu amei de verdade. Sério, esse livro, gente, ESSE LIVRO! Corações infinitos pra ele ♥ ♥ 

O primeiro ponto positivo que notei em comparação com o primeiro é que a trama e os problemas estão chegando a outro nível. Algo que foi apenas mencionado no primeiro ganha uma magnitude enorme aqui, especialmente no final, e tenho certeza que será decisivo em livros futuros.


Jucimara Monteiro

Resenha: E Não Sobrou Nenhum - Agatha Christie

novembro 02, 2013

Autor: Agatha Christie
Editora: Globo - Edição de Bolso
Ano: 2011
Páginas: 397
Gênero: Ficção Policial e Mistério
Nota: ★★★★
Skoob
A inglesa Agatha Christie é uma das autoras mais populares e famosas do mundo. Isto significa que seus títulos estão entre os mais conhecidos. Mas ninguém, no Brasil, poderia se lembrar deste E não sobrou nenhum. Talvez tenha sido encontrado um inédito em algum baú escondido num sótão. Mas, se fosse isto, a mídia com certeza o teria noticiado. Talvez, então, alguém tenha psicografado uma nova história policial. Mas, neste caso, o nome do "médium" não deixaria de ser conhecido. Talvez Agatha Christie não tenha afinal morrido, mas apenas desaparecido, revolvendo agora, aos 118 anos, lançar seu 81º. romance de mistério. Ou, talvez, um de seus conhecidíssimos livros tenha se ocultado atrás de um novo título. O culpado não é o mordomo, mas um personagem ainda mais cheio de normas, conhecido pelo codinome de "o politicamente-correto". Pois foi ele que levou os agentes literários da grande dama inglesa a proporem a mudança de título de "O caso dos dez negrinhos" (Ten little niggers), o livro mais vendido de Agatha Christie em todo o mundo, e adaptado para o cinema por René Clair. A solução salomônica foi, então, destacar o novo título, retirado de uma canção folclórica inglesa, e avisar na capa que o livro é uma nova versão daquele que foi consagrado pelo público brasileiro: "E não sobrou nenhum" - Anteriormente publicado como "O caso dos dez negrinhos". "E não sobrou nenhum" é o maior clássico moderno das histórias de mistério. Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Soldado. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em seu juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução? 
Eu não sei vocês, mas eu nunca havia lido nenhum livro da Agatha Christie vergonha. Não por nenhum motivo aparente, foi mais por falta de interesse mesmo. Entretanto, um amigo me emprestou este livro e ficou me azucrinando enchendo o saco sobre a história, e eu acabei me rendendo, e passando-o na frente dos demais livros da minha lista.

E posso dizer? Que livro é esse!

Gente, eu fiquei fissurada na trama armada pela Agatha intimidade total, que não conseguia pensar em outra coisa além de tentar descobrir quem era a mente por trás de todos os acontecimentos contados pela autora.  
O livro tem 10 personagens, cada um com a sua personalidade, que se difere da dos demais, com valores divergentes e lutas diárias, que em alguns momentos, são incomuns do senso normal. Contudo, há um fato em comum que os une, e que os fazem ser a mesma coisa no fim das contas.

Esses personagens são levados a ilha do soldado, alguns a trabalho, outros por lazer, mas um mistério assola o anfitrião desta ilha, ninguém sabe ainda quem é o Sr. U. N. Owen, que os convidou e “contratou” para passar alguns dias nesta ilha rodeada de segredos.

Fantasia

Resenha: Sombra e Ossos (Grisha #1) - Leigh Bardugo

outubro 11, 2013

Trilogia Grisha #1
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Gutenberg
Ano: 2013
Páginas: 288
Gênero: Fantasia (high fantasy)
Nota: ★★★★★ + 
Skoob
Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza: o apoio de seu melhor amigo, Maly, e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras –, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter.

A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras.

Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

Post longo, mas esse livro merece, ok? A sinopse está ótima, então não vou falar muito da história. Resenha em vídeo assim que der, relaxem.

Eu simplesmente me apaixonei por esse livro, por tudo nele. No fim me deu vontade de "des-ler" só pra ler de novo com as mesmas surpresas <3. O universo criado pela Bardugo (inspirado na Rússia!) é simplesmente incrível, muito bem trabalhado, detalhado e explicado. O começo é um pouco confuso, com muitos nomes estranhos, mas rapidinho aprendi as coisas e me acostumei. Pensem em um mundo completamente próprio e diferente - é o mundo dos Grishas.

Mas o que são esses Grishas? Aqui as pessoas são divididas em dois grupos: as pessoas normais e os Grishas, que têm poderes. O que eu achei muito legal é que a sociedade Grisha é totalmente organizada e dividida. Não é simplesmente "nós temos poderes". Tudo tem uma hierarquia e um regimento, regras e leis. Eles testam as crianças para ver se elas têm algum poder e tem uma razão muito boa para não terem identificado isso na Alina.




Distopia

Resenha: Correr ou Morrer - James Dashner

agosto 28, 2013

Maze Runner #1
Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Ano: 2010
Páginas: 426
Gênero: Distopia
Nota: ★★★★★ + 
Skoob
Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.
Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito. 

Ok, eu precisava fazer essa resenha o mais rápido possível porque eu comecei a ler Prova de Fogo (o segundo livro) e não queria acabar misturando sentimentos (e estou gripada, rouca, ou seja, sem vídeo por enquanto).

Quem me acompanha no twitter sabe que eu estava com altas expectativas e completamente louca para ler esse livro. Só posso dizer uma coisa: superou qualquer expectativa que eu tinha. Esse livro foi INCRÍVEL! É o meu tipo de livro. É o tipo de livro que eu realmente gosto de ler. Não teve nada nele que eu não gostei.

Que história de tirar o fôlego, minha gente! Thomas acaba preso em uma Clareira cheia de garotos, cercada por um labirinto cheio de monstros e sem memória. Tudo que eles sabem é que precisam desvendar o Labirinto e encontrar uma saída. Porém, à noite, o Labirinto é invadido por monstros chamados Verdugos, o que os impede de explorar o lugar mais a fundo. Mas, afinal, por que estão presos em um Labirinto? Qual o propósito disso?

Sabemos o que Thomas sabe e, como ele está sem memória (assim como todos os garotos), passamos o livro inteiro "no escuro", sem muitas respostas. Até mesmo no final, percebemos que há muito mais além do labirinto. Para mim isso só funcionou como uma ótima ferramenta para querer ler mais e mais. 

A história é FANTÁSTICA. Me prendeu do início ao fim, sabendo misturar o mistério, suspense e ação com a angústia de não saber o que está acontecendo. Parece que o autor dava algumas respostas só pra confundir a gente mais ainda. Mas lá na frente, pá, aquela informação faz sentido e o quebra cabeça começa a formar uma imagem. Isso foi muito genial.

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